Estarei compondo essa mesa do Seminário Internacional Povos Indígenas e Inteligência Artificial, no dia 27/04, das 16h às 18h.
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Estarei compondo essa mesa do Seminário Internacional Povos Indígenas e Inteligência Artificial, no dia 27/04, das 16h às 18h.
Eu tinha menos de 10 anos quando me foi revelado que eu tenho origem aimoré.
Eu tava no primeiro fundamental. Todas as crianças ficavam perguntando qual a ascendência de cada um. Eu não sabia do que era descendente, então perguntei pra minha mãe, assim que cheguei em casa. Eu sou descendente de várias coisas, mas ela falou só "Aimoré".
No dia seguinte, fui contar isso todo animado pros colegas. Me empurraram falando "sai daqui, 1ndia pelada". Eu achei confuso porque eu tava usando roupas. Aí aprendi que as pessoas não gostam de indígena.
A minha mãe diz que não somos indígenas porque não nascemos em aldeia, mas a identidade "aimoré" em mim ficou. Desde os 12 anos uso brinco de pena porque não gostava de ser visto como mestiço de japonês.
Só comecei a ir atrás das raizes quando era adolescente, depois que um professor de história me incentivou, lá em 2015. Pesquisando no Google aprendi que os aimoré se autodenominam krenak.
E teve Etnias.site em Mauá, teve sim!
Ingorar Hã hã hãe Hã hã hãe
Pedro Henrique Silva
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Pedro Henrique Silva
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Pedro Henrique Silva
