Hoje é dia das mães e essas são as minhas ancestrais maternas, infelizmente não tenho registro das matriarcas paternas fomos distanciadas.
Hoje é um dia bem dolorido pra mim, pela falta e a saudade do meu filho que ancestralizou cedo demais, pela ausência e pelo abandono que comecei a curar quando decidi ir procurar uma falta que eu não sei o nome e eu encontrei numa vivência ao observar as crianças a andar pelos espaços com alegria e liberdade observadas e cuidadas de longe sem alarde, sem gritos, sem coerção. Crianças que conheciam os ritos e que permeavam os atos e as ideias sem precisar pedir licença ou se submeter pois elas já pertenciam a tudo ali antes mesmo de nascer. Neste dia das mães agradeço e aprender com cosmologia indijena que tão sabiamente se desenvolveu girando em volta do maternar da terra para com a semente, do sol para com com a Existência, da lua para com as águas, das águas para com a vida. Busco nesta sabedoria ancestral o movimento circular de amor e cuidado que foi se perdendo dentro da minha família que deixamos de ser aldeia para sermos apenas "quem pariu mantém e balança " e a experiência tem sido o sentido da minha existência e resistencia. Aguyjevete