IMAGEM FEITA PELA IA DO ETNIAS, REPRESENTAÇÃO DO LIVRO, UMA INTERPRETAÇÃO.
DAS CULTURAS
DA ILHA DE MARAJÓ Quando os europeus alcançaram pela primeira vez a foz do Amazonas, encontraram as ilhas de Mexiana. e Caviana, bem como a de Marajó,
ocupadas por urna tribo a que chamaram de Aruá. Alguns acreditam que
Os tesos artificiais foram levantados por estes ****s, mas as pesquisas
:arqueológicas revelam pequenas contas de vidro europeu associadas a
um tipo de cerâmica muito mais simples que a encontrada nos tesos e diferente das de qualquer uma das fases já descritas. A percentagem de cerâmica
Decorada é mais baixa de todas na Fase Aruá e limita-se inteiramente a
Uma série de anéis ou círculos impressos com a extremidade de uma vara.
:ao redor do gargalo ou ombro das urnas funerárias. (Estampa 3) . Con10 o
ovo da Fase Marajoára; os Arua praticavam o sepultamento secundário.
<em>igaGabas grandes, mas essas urnas ·eram agrupadas à superfície da
terra em vez de enterradas em tesos artificiais (Estampa 4) . As aldeias,
ao longo dos igarapés nas florestas próximas da costa, sáo menores e menos permanentes que em qualquer das fases já mencionadas.
Dessas quatro fases, três são anteriores à Marajoára e uma (a Arua)
€ posterior. Todos os sítios encontram-se em elevações naturais que nao
se acentuam em comparação com as áreas em derredor, mas que sempre
ermanecem acima do nível das enchentes durante a esta ({áo chuvosa.
{Estampa 6). As habitações encontram-se tipicamente nos pequenos igarés.
pés na floresta costeira. Elas medem de 50 a 75 metros em diâmetro, corz.
depósitos de restos de cerâmica, variando em espessura de 5 centímetros.
a um metro. Os cacos sáo igualmente distribuídos e acham-se misturados com uma pequena quantidade de terra, indicando o uso de habita-
~óes sobre estacas. E' isso o que se deveria esperar encontrar se se escavasse em qualquer parte de uma aldeia contemporânea entre as tribos.
mais sedentárias da bacia amazônica A cerâmica, simples e utilitária,
Não é estandardizada em forma ou tamanho, nem habilmente decorada.
Esses dados evidenciam que a cerâmica era antes feita pelas mulheres.
Para seu uso cotidiano, que é produzida por especialistas, os quais nada
mais falam do que suprir as necessidades da aldeia. Os depósitos, pequenos
e rasos, mostram que as aldeias eram pequenas e ocupadas somente por
um curto período. Exatamente como fazem os ****s de boj e, as tribos.
de Marajó moviam-se de lugar para lugar assim que seus campos de plantío se exauriam ou a ca~a se fazia rara. Excepto para os Aruá, náo possuimos evidencias do tipo de sepulta1nento . Aparentemente havia pouca
ou nenhuma ênfase religiosa no tocante a morte; o sepultamento em urnas não era praticado, e os eadá veres eram dispostos de maneira a nao
deixar qualquer resto arqueológico . Exceptuando-se os cachimbos, ídolos
e adornos de orelha da Fase Mangueiras, e os ídolos da Fase Aruá, a cerâmica era usada unicamente para vasilhas.
Essa maneira de viver contrasta grosseiramente com a da Fase Ma·
rajoára. Os sítios marajoáras concentrados nos campos na metade ocidental da ilha, tendo o Lago Ararí como centro (veja-se o mapa) , constituem largas colinas, salientando-se sobre a planicie. (Estampa 5) . Esse ..