Eu vivi para ver minha quebrada ter seu próprio festival originário! 🦅

Nasci e cresci na região de Ururaí, um território sagrado que acolheu tantas pessoas migrantes, como meus pais quando deixaram o Nordeste em busca de uma nova vida. São Miguel Paulista, Jardim Helena, Vila Curuçá, Itaim Paulista e Jardim Romano sempre foram o meu quintal.

Quando eu era criança, não tive acesso à minha própria cultura e sequer conheci outra pessoa indígena. Cresci distante das minhas raízes, como acontece com tantas pessoas indígenas que vivem nas periferias das grandes cidades.

Por isso, poder viver esse festival ao lado de parentes de diferentes povos foi profundamente emocionante. Mais especial ainda foi perceber que hoje eu moro novamente em Ururaí, agora com minhy filhy e maridy, e pude participar desse momento histórico sem precisar sair do nosso território, no extremo da Zona Leste.

Que as nossas periferias continuem sendo também territórios de memória, retomada e celebração dos povos originários. Que este seja apenas o primeiro de muitos festivais. ✊🏽🌵🏹

#festivalquebradaoriginaria #quebradaoriginadia #fesfivalquebrada #estopobalaio

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Eu vivi para ver minha quebrada ter seu próprio festival originário! 🦅

Nasci e cresci na região de Ururaí, um território sagrado que acolheu tantas pessoas migrantes, como meus pais quando deixaram o Nordeste em busca de uma nova vida. São Miguel Paulista, Jardim Helena, Vila Curuçá, Itaim Paulista e Jardim Romano sempre foram o meu quintal.

Quando eu era criança, não tive acesso à minha própria cultura e sequer conheci outra pessoa indígena. Cresci distante das minhas raízes, como acontece com tantas pessoas indígenas que vivem nas periferias das grandes cidades.

Por isso, poder viver esse festival ao lado de parentes de diferentes povos foi profundamente emocionante. Mais especial ainda foi perceber que hoje eu moro novamente em Ururaí, agora com minhy filhy e maridy, e pude participar desse momento histórico sem precisar sair do nosso território, no extremo da Zona Leste.

Que as nossas periferias continuem sendo também territórios de memória, retomada e celebração dos povos originários. Que este seja apenas o primeiro de muitos festivais. ✊🏽🌵🏹

#festivalquebradaoriginaria #quebradaoriginadia #fesfivalquebrada #estopobalaio

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Eu vivi para ver minha quebrada ter seu próprio festival originário! 🦅

Nasci e cresci na região de Ururaí, um território sagrado que acolheu tantas pessoas migrantes, como meus pais quando deixaram o Nordeste em busca de uma nova vida. São Miguel Paulista, Jardim Helena, Vila Curuçá, Itaim Paulista e Jardim Romano sempre foram o meu quintal.

Quando eu era criança, não tive acesso à minha própria cultura e sequer conheci outra pessoa indígena. Cresci distante das minhas raízes, como acontece com tantas pessoas indígenas que vivem nas periferias das grandes cidades.

Por isso, poder viver esse festival ao lado de parentes de diferentes povos foi profundamente emocionante. Mais especial ainda foi perceber que hoje eu moro novamente em Ururaí, agora com minhy filhy e maridy, e pude participar desse momento histórico sem precisar sair do nosso território, no extremo da Zona Leste.

Que as nossas periferias continuem sendo também territórios de memória, retomada e celebração dos povos originários. Que este seja apenas o primeiro de muitos festivais. ✊🏽🌵🏹

#festivalquebradaoriginaria #quebradaoriginadia #fesfivalquebrada #estopobalaio

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Final de semana passado, eu vivi uma das experiências mais emocionantes da minha vida: participei do 1º Festival Quebrada Originária, realizado pelo @coletivoestopobalaio 💖✨

Minha criança interior estava em festa. Pude assistir ao show do meu parente @lucaskariri na minha própria periferia, no extremo da Zona Leste. 🚴‍♂️🌵🏹

Sou umy grande fã do Lucas. A arte dele tem me ajudado a atravessar a depressão - uma depressão alimentada pelas violências da colonização e do capitalismo. Por isso, poder compartilhar essas fotos hoje é uma grande vitória para aquely cabobly que um dia acreditou que não teria um lugar no mundo. 🦅✊🏽

Viver esse festival despertou uma euforia que há muito tempo eu não sentia. Quando meus pais chegaram a São Paulo, passaram a frequentar a igreja evangélica e minha infância foi marcada por muitas restrições. Eu não podia dançar, não podia ouvir "música do mundo" e nem expressar quem eu realmente era. A arte só era permitida dentro da igreja. Por isso, participei do grupo de louvor, da orquestra e da dança: eram os únicos espaços culturais aos quais eu tinha acesso.

Ontem, pela primeira vez, senti minha criança ocupando um território onde minha ancestralidade, minha arte e minha existência não precisavam pedir licença.

Vida longa às culturas cabocas.

Vida longa aos povos originários.

Vida longa ao 1º Festival Quebrada Originária.

#caboclodoasfalto #kariri #ikokariri #lucaskariri #quebradaoriginaria

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Final de semana passado, eu vivi uma das experiências mais emocionantes da minha vida: participei do 1º Festival Quebrada Originária, realizado pelo @coletivoestopobalaio 💖✨

Minha criança interior estava em festa. Pude assistir ao show do meu parente @lucaskariri na minha própria periferia, no extremo da Zona Leste. 🚴‍♂️🌵🏹

Sou umy grande fã do Lucas. A arte dele tem me ajudado a atravessar a depressão - uma depressão alimentada pelas violências da colonização e do capitalismo. Por isso, poder compartilhar essas fotos hoje é uma grande vitória para aquely cabobly que um dia acreditou que não teria um lugar no mundo. 🦅✊🏽

Viver esse festival despertou uma euforia que há muito tempo eu não sentia. Quando meus pais chegaram a São Paulo, passaram a frequentar a igreja evangélica e minha infância foi marcada por muitas restrições. Eu não podia dançar, não podia ouvir "música do mundo" e nem expressar quem eu realmente era. A arte só era permitida dentro da igreja. Por isso, participei do grupo de louvor, da orquestra e da dança: eram os únicos espaços culturais aos quais eu tinha acesso.

Ontem, pela primeira vez, senti minha criança ocupando um território onde minha ancestralidade, minha arte e minha existência não precisavam pedir licença.

Vida longa às culturas cabocas.

Vida longa aos povos originários.

Vida longa ao 1º Festival Quebrada Originária.

#caboclodoasfalto #kariri #ikokariri #lucaskariri #quebradaoriginaria

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Final de semana passado, eu vivi uma das experiências mais emocionantes da minha vida: participei do 1º Festival Quebrada Originária, realizado pelo @coletivoestopobalaio 💖✨

Minha criança interior estava em festa. Pude assistir ao show do meu parente @lucaskariri na minha própria periferia, no extremo da Zona Leste. 🚴‍♂️🌵🏹

Sou umy grande fã do Lucas. A arte dele tem me ajudado a atravessar a depressão - uma depressão alimentada pelas violências da colonização e do capitalismo. Por isso, poder compartilhar essas fotos hoje é uma grande vitória para aquely cabobly que um dia acreditou que não teria um lugar no mundo. 🦅✊🏽

Viver esse festival despertou uma euforia que há muito tempo eu não sentia. Quando meus pais chegaram a São Paulo, passaram a frequentar a igreja evangélica e minha infância foi marcada por muitas restrições. Eu não podia dançar, não podia ouvir "música do mundo" e nem expressar quem eu realmente era. A arte só era permitida dentro da igreja. Por isso, participei do grupo de louvor, da orquestra e da dança: eram os únicos espaços culturais aos quais eu tinha acesso.

Ontem, pela primeira vez, senti minha criança ocupando um território onde minha ancestralidade, minha arte e minha existência não precisavam pedir licença.

Vida longa às culturas cabocas.

Vida longa aos povos originários.

Vida longa ao 1º Festival Quebrada Originária.

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Final de semana passado, eu vivi uma das experiências mais emocionantes da minha vida: participei do 1º Festival Quebrada Originária, realizado pelo @coletivoestopobalaio 💖✨

Minha criança interior estava em festa. Pude assistir ao show do meu parente @lucaskariri na minha própria periferia, no extremo da Zona Leste. 🚴‍♂️🌵🏹

Sou umy grande fã do Lucas. A arte dele tem me ajudado a atravessar a depressão - uma depressão alimentada pelas violências da colonização e do capitalismo. Por isso, poder compartilhar essas fotos hoje é uma grande vitória para aquely cabobly que um dia acreditou que não teria um lugar no mundo. 🦅✊🏽

Viver esse festival despertou uma euforia que há muito tempo eu não sentia. Quando meus pais chegaram a São Paulo, passaram a frequentar a igreja evangélica e minha infância foi marcada por muitas restrições. Eu não podia dançar, não podia ouvir "música do mundo" e nem expressar quem eu realmente era. A arte só era permitida dentro da igreja. Por isso, participei do grupo de louvor, da orquestra e da dança: eram os únicos espaços culturais aos quais eu tinha acesso.

Ontem, pela primeira vez, senti minha criança ocupando um território onde minha ancestralidade, minha arte e minha existência não precisavam pedir licença.

Vida longa às culturas cabocas.

Vida longa aos povos originários.

Vida longa ao 1º Festival Quebrada Originária.

#caboclodoasfalto #kariri #ikokariri #lucaskariri #quebradaoriginaria

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Um sonho para relaizar

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