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Com o término da COP30, não devemos nos ater aos registros fotográficos, aos discursos, às polêmicas. Mas o foco deve estar nos avanços concretos e nas reflexões sobre tudo que ocorreu. Nós, povos originários, não somos atores de um cenário fictício ou legitimamos compromissos vazios, expusemos e denunciamos contradições, violações e lembramos que a crise climática não é teoria. Ela se mostra real no cotidiano do território, na ameaça das grandes corporações e no garimpo ilegal.

E independente das conquistas, avanços e frustrações, o saldo vai estar diariamente diante dos nossos olhos e corpos, e fica cada vez mais evidente que quem preservou e resistiu por tanto tempo, deve ter lugar de fala.

Quando governos e empresas saem daqui celebrando acordos, enquanto avançam sobre rios, florestas e comunidades, o que se constrói não é política, é propaganda. Os marcadores de não-retorno seguem implacáveis, o mundo precisa decidir se quer apenas repetir promessas “verdes”, ou finalmente caminhar junto com quem sustenta, na prática, o futuro do planeta. Porque não há impressão de progresso que sobreviva à extinção, e nós somos a linha frágil que posterga esse colapso.

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Com o término da COP30, não devemos nos ater aos registros fotográficos, aos discursos, às polêmicas. Mas o foco deve estar nos avanços concretos e nas reflexões sobre tudo que ocorreu. Nós, povos originários, não somos atores de um cenário fictício ou legitimamos compromissos vazios, expusemos e denunciamos contradições, violações e lembramos que a crise climática não é teoria. Ela se mostra real no cotidiano do território, na ameaça das grandes corporações e no garimpo ilegal.

E independente das conquistas, avanços e frustrações, o saldo vai estar diariamente diante dos nossos olhos e corpos, e fica cada vez mais evidente que quem preservou e resistiu por tanto tempo, deve ter lugar de fala.

Quando governos e empresas saem daqui celebrando acordos, enquanto avançam sobre rios, florestas e comunidades, o que se constrói não é política, é propaganda. Os marcadores de não-retorno seguem implacáveis, o mundo precisa decidir se quer apenas repetir promessas “verdes”, ou finalmente caminhar junto com quem sustenta, na prática, o futuro do planeta. Porque não há impressão de progresso que sobreviva à extinção, e nós somos a linha frágil que posterga esse colapso.

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Ponto11Podcast EP 030 ontem foi o dia desse conversa sobre tecnologia no mundo epígena e alguns assuntos sobre a temática indígena.

Larissa Campos Mudou sua imagem de perfil
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Yesid Poche Mudou sua imagem de perfil
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Verdade
ou não?!

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LinkedIn é uma rede social que diz valorizar diversidade, inclusão e impacto social, mas, na prática, ignora as causas indígenas.

Quando falamos de demarcação, direitos, violência, invisibilidade profissional ou representatividade indígena, o silêncio domina. Postagens sobre nossas pautas têm pouco alcance, pouco engajamento e quase nenhuma visibilidade nos espaços “profissionais” da plataforma.

Enquanto isso, campanhas corporativas superficiais ganham destaque e narrativas indígenas reais, urgentes e necessárias continuam sendo tratadas como algo “não profissional” e nossas vozes são filtradas pelo algoritmo que decide quem merece ser visto.

Nós, povos indígenas, estamos construindo tecnologia, liderando projetos, empreendendo, pesquisando, inovando, mas seguimos invisibilizados.

O LinkedIn não pode defender diversidade apenas em datas comemorativas. Não pode celebrar inclusão enquanto ignora as primeiras nações deste território.

Se a plataforma quer falar de futuro do trabalho, precisa reconhecer quem protege o futuro da Terra. Se quer falar de liderança, precisa enxergar quem lidera desde antes da colonização. Se quer falar de inovação, precisa reconhecer nossos saberes que existem há milhares de anos.

POR: Karuan Tataenday

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LinkedIn é uma rede social que diz valorizar diversidade, inclusão e impacto social, mas, na prática, ignora as causas indígenas.

Quando falamos de demarcação, direitos, violência, invisibilidade profissional ou representatividade indígena, o silêncio domina. Postagens sobre nossas pautas têm pouco alcance, pouco engajamento e quase nenhuma visibilidade nos espaços “profissionais” da plataforma.

Enquanto isso, campanhas corporativas superficiais ganham destaque e narrativas indígenas reais, urgentes e necessárias continuam sendo tratadas como algo “não profissional” e nossas vozes são filtradas pelo algoritmo que decide quem merece ser visto.

Nós, povos indígenas, estamos construindo tecnologia, liderando projetos, empreendendo, pesquisando, inovando, mas seguimos invisibilizados.

O LinkedIn não pode defender diversidade apenas em datas comemorativas. Não pode celebrar inclusão enquanto ignora as primeiras nações deste território.

Se a plataforma quer falar de futuro do trabalho, precisa reconhecer quem protege o futuro da Terra. Se quer falar de liderança, precisa enxergar quem lidera desde antes da colonização. Se quer falar de inovação, precisa reconhecer nossos saberes que existem há milhares de anos.

POR: Karuan Tataenday

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