Sim, a desigualdade é mais violenta que qualquer protesto.

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Minha mãe, Guarani mbya! Ancestralizou há anos…
xe rô hay hu! ❤️ Aonde estiver. Foi guerreira até o fim… sua história tem marcas em mim, um dia vou atrás de justiça!

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Wagneyza SOBRINO Mudou sua imagem de perfil
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Yumusé - gostar/apreciar
Ixé ayumusé miapé - eu gosto de pão
Sé - gostoso
Ixé niti ayumusé akayú - eu não gosto de cajú
Reté - muito
Kuá sé reté - isso é muito gostoso
Kawé sé reté - café é muito gostoso
Tetamaeté -país
Tetamawasu - continente
Pindurama - Brasil
Pinduramawara - brasileiro
Tapuya - Indígena
Putugawa - Portugal
Putugawara - português (nacionalidade)
Kariwa nheẽga - Língua Portuguesa
Xipãnia - Espanha
Xipãniawara - Espanhol
Maã sui indé taá? - De onde você é?
Ixé pinduramawara - Eu sou brasileiro
Ixé niti xipãniawara - eu não sou espanhol
Paparisawa - número

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COP30 e o Clima que Temos

As mudanças climáticas sempre foram pautas-chave nas Cúpulas do Clima, desde a primeira em 1995, em Berlim, até a edição que está acontecendo no Pará. Mas nessas três décadas, a realidade tem sido mais assertiva que as negociações: ondas de calor, tornados, incêndios e enchentes se tornaram parte do cotidiano global, evidenciando que os resultados concretos ainda ficam muito aquém do necessário. Essa distância entre promessa e prática também se revela na evolução do discurso.

Nas primeiras Conferências, o aquecimento global era visto como algo futuro, as pautas abordavam mensuração e redução dos gases poluentes, enquanto países tentavam negociar metas sobre suas emissões. Nesse curto espaço de tempo, com a escalada dos eventos extremos, o eixo mudou, o foco passou a ser adaptação, enfrentamento e tecnologias para conviver com um novo normal já em curso.

A partir de 2015, adaptação e mitigação ganham o mesmo peso, surge o conceito de resiliência climática. Deslocando os debates da reação para o planejamento estratégico, incluindo temas como adaptação, segurança alimentar, sistemas de alerta e infraestrutura capaz de suportar riscos crescentes.

Depois dos anos pandêmicos, a percepção global sobre a crise já é concreta para a maioria da população. Assim, as COP’s começam a tratar resiliência climática como questão de justiça social, reconhecendo quem polui mais, quem sofre mais e quem deve subsidiar esses danos. Então, os nossos saberes tradicionais ganham visibilidade na discussão, não apenas como referência cultural, mas como tecnologia ancestral de sobrevivência em cenários hostis.

Na COP30, o debate em torno da resiliência climática ganha força. Há o esforço para a criação de fundos climáticos específicos, assegurando que quem polui mais, dê suporte econômico e financeiro para quem esteja mais vulnerável. Conforme a afirmação de Simon Stiell, Secretário Executivo da Convenção, Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC): “A cada dólar investido em prevenção, economizamos sete em perdas e reconstrução”.

Revisitando o histórico das COPs, fica difícil concluir se estamos conseguindo “adiar um pouco o fim do mundo”, parafraseando o título do livro do parente Ailton Krenak. Conferências, discursos e acordos são essenciais, mas insuficientes se não se traduzirem em ação concreta, coletiva e individual.

O desafio agora é desconstruir a ideia contemporânea de progresso que nos empurra ao colapso e enfrentar os pilares de um capitalismo extrativista e exploratório. Somente retornando à nossa simplicidade originária, àquela que nos sustentou por tantas gerações, poderemos imaginar um futuro possível.

POR: Icy Porã Katú-awá Coroado

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COP30 e o Clima que Temos | #cop30/ Resiliência Climática

COP30 e o Clima que Temos

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As mudanças climáticas sempre foram pautas-chave nas Cúpulas do Clima, desde a primeira em 1995, em Berlim, até a edição que está acontecendo no Pará. Mas nessas três décadas, a realidade tem sido mais assertiva que as negociações: ondas de c

COP30 e o Clima que Temos

As mudanças climáticas sempre foram pautas-chave nas Cúpulas do Clima, desde a primeira em 1995, em Berlim, até a edição que está acontecendo no Pará. Mas nessas três décadas, a realidade tem sido mais assertiva que as negociações: ondas de calor, tornados, incêndios e enchentes se tornaram parte do cotidiano global, evidenciando que os resultados concretos ainda ficam muito aquém do necessário. Essa distância entre promessa e prática também se revela na evolução do discurso.

Nas primeiras Conferências, o aquecimento global era visto como algo futuro, as pautas abordavam mensuração e redução dos gases poluentes, enquanto países tentavam negociar metas sobre suas emissões. Nesse curto espaço de tempo, com a escalada dos eventos extremos, o eixo mudou, o foco passou a ser adaptação, enfrentamento e tecnologias para conviver com um novo normal já em curso.

A partir de 2015, adaptação e mitigação ganham o mesmo peso, surge o conceito de resiliência climática. Deslocando os debates da reação para o planejamento estratégico, incluindo temas como adaptação, segurança alimentar, sistemas de alerta e infraestrutura capaz de suportar riscos crescentes.

Depois dos anos pandêmicos, a percepção global sobre a crise já é concreta para a maioria da população. Assim, as COP’s começam a tratar resiliência climática como questão de justiça social, reconhecendo quem polui mais, quem sofre mais e quem deve subsidiar esses danos. Então, os nossos saberes tradicionais ganham visibilidade na discussão, não apenas como referência cultural, mas como tecnologia ancestral de sobrevivência em cenários hostis.

Na COP30, o debate em torno da resiliência climática ganha força. Há o esforço para a criação de fundos climáticos específicos, assegurando que quem polui mais, dê suporte econômico e financeiro para quem esteja mais vulnerável. Conforme a afirmação de Simon Stiell, Secretário Executivo da Convenção, Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC): “A cada dólar investido em prevenção, economizamos sete em perdas e reconstrução”.

Revisitando o histórico das COPs, fica difícil concluir se estamos conseguindo “adiar um pouco o fim do mundo”, parafraseando o título do livro do parente Ailton Krenak. Conferências, discursos e acordos são essenciais, mas insuficientes se não se traduzirem em ação concreta, coletiva e individual.

O desafio agora é desconstruir a ideia contemporânea de progresso que nos empurra ao colapso e enfrentar os pilares de um capitalismo extrativista e exploratório. Somente retornando à nossa simplicidade originária, àquela que nos sustentou por tantas gerações, poderemos imaginar um futuro possível.

POR: Icy Porã Katú-awá Coroado

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