Rezas sagradas

Morro do Osso: A luta dos Kaingang na capital gaúcha
Há quatro anos, um grupo de 23 famílias Caingangues ocupa uma área de 27 hectares no Morro do Osso, uma região no sul de Porto Alegre conhecida por ser, antigamente, lugar de passagem dos índios que ali criaram um cemitério histórico. No entanto, alguns órgãos públicos tentam tirar os índios do lugar alegando que essa ocupação é uma ameaça ao meio ambiente do Morro do Osso. “A questão ali não é realmente preservação ambiental. É um lugar onde estão se concentrando moradores de classe média alta

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Leonardo Ramos Mudou sua imagem de perfil
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A força do tambor nunca pode ser calada.
Tocar o coração da Terra é um direito sagrado, herdado de nossos povos ancestrais.
Nada e ninguém tem poder para impedir o som que nasce do respeito, da dignidade e da verdade espiritual.

Quando erguemos o tambor, a maraca, o canto, não estamos apenas fazendo música — estamos honrando a natureza, que reconhece e acolhe cada vibração. A Terra gosta de ouvir seus filhos chamando por ela. Cada batida é uma memória antiga, um caminho que foi aberto muito antes de nós.

Seguimos caminhando com a cabeça erguida, como humanos, como guardiões da espiritualidade, como descendentes de todos aqueles que vieram antes.
E ninguém pode nos separar desse direito ancestral: o direito de tocar, cantar, rezar e celebrar a vida em harmonia com o sagrado.

Somos Terra.
Somos Tambor.
Somos Ancestralidade viva.

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O sol a lua as estrelas o vento nao estao á venda...nem nossas almas

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