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Saudações ancestrais espirituais.
🐆🙇🏾‍♂️🐍

"Violencia de genero"
Quando eu escuto, vejo e sinto esse convite a essa reflexão, essa afirmação, eu não escuto apenas palavras… eu escuto um chamado. Um chamado para lembrar quem éramos antes da quebra do mundo.
Dizer que “antes de 1500, que entre muitas nações não existiam violência de gênero e violência sexual em contextos indígenas” não é apenas uma frase histórica — é um ensinamento e direito ancestral. É uma flecha lançada no tempo circular como entendemos e vivemos, buscando reencontrar o equilíbrio que foi rompido.
Nossas nações originárias não se organizavam a partir da dominação, mas da harmonia e coletivismo. O feminino não era inferiorizado, era força criadora, era território ancestral. O masculino não era imposição, era guardião, era equilíbrio. Quando havia conflito, ele não nascia da lógica da posse sobre o corpo do outro, mas de desajustes que eram tratados no coletivo, na palavra, no ritual, na cura.
A violência que hoje vemos — sobretudo contra o corpo da mulher, contra o corpo do diferente — não nasce da nossa raiz. Ela foi plantada com a invasão, com a catequização forçada, com a imposição de uma lógica que separa, hierarquiza e domina. Isso não é pensamento originário. Isso é ruptura.🐍🙇🏾‍♂️🐆
Por isso, quando falamos em retomada, não estamos falando apenas de terra. Estamos falando da energia ancestral. Retomar é também descolonizar o comportamento, o olhar, o desejo, o modo de se relacionar.🐍🙇🏾‍♂️🐆
Se a retomada não traz de volta o respeito profundo entre os corpos, entre os gêneros, entre os espíritos e toda for de vida tem o direito natural — então ela está incompleta e tem base no pensar colonizador.
Essa ideia precisa mesmo ser flecha orientadora.
Porque não adianta retomar o território e manter dentro dele as violências do invasor. Simplesmente insano!
A verdadeira retomada começa dentro do corpo.
Dentro da forma como olhamos o outr@.
Dentro da forma como reconhecemos @ ancestral no feminino, no masculino e em tudo que transcende essa divisão.
O retomar não está nos livros ou academias estrangeiras O RETOMAR ESTA NAS PALAVRAS E ENSINAMENTOS DAS ANCIÃS e anciãos!!!
Retomar não é comprar a cura em chás e ervas vendidas, mas merece-las e se tornar um com elas em rituais ancestrais!
Retomar é lembrar.
Lembrar é curar.
E curar é devolver ao mundo aquilo que sempre fomos: equilíbrio.
Awêry itsê Niamîssū. Ingorar hã hãe
🐍🙇🏾‍♂️🐆

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ETNOCENTRISMO INDÍGENA
Normal é ver indígenas usando elementos culturais que não são do seu povo?
Normal é ver tanta gente, hoje, tentando voltar para suas raízes, reconstruindo caminhos que foram interrompidos?
Talvez seja.
Mas também se tornou “normal” algo que precisa ser questionado:
a ideia de que existe um jeito certo de ser indígena.
De que existe quem é “mais” e quem é “menos”.
E quando a gente começa a pensar assim, a gente entra em um lugar perigoso — o Etnocentrismo.
Mesmo entre indígenas.
É quando a gente coloca a nossa vivência como centro de tudo.
Quando a nossa cultura vira régua.
Quando o nosso jeito vira medida para julgar o outro.
Só que isso não nasceu com a gente.
Essa lógica foi plantada lá atrás, no processo da Colonização das Américas, quando tentaram classificar, dividir e hierarquizar povos — como se identidade pudesse ser medida, como se pertencimento pudesse ser reduzido a aparência, território ou costume isolado.
E o mais duro é perceber que, às vezes, sem perceber, a gente continua reproduzindo isso.
Quando questiona o indígena urbano.
Quando duvida de quem está em processo de retomada.
Quando reduz a identidade à estética — como se cocar, pintura ou língua, sozinhos, definissem quem alguém é.
Mas ser indígena não é caber em um molde.
Não é ser “puro”.
Não é atender a uma expectativa criada de fora.
Ser indígena é viver uma continuidade — mesmo que atravessada por rupturas.
É carregar memória, mesmo quando ela foi silenciada.
É reconstruir caminhos, mesmo quando eles foram apagados.
É entender que existem muitos povos, muitas histórias, muitas formas de existir.
E que nenhuma delas é menor por ser diferente.
Talvez o maior erro seja tentar transformar diversidade em hierarquia.
Tentar transformar identidade em disputa.
Tentar transformar pertencimento em prova.
Então talvez a pergunta não seja mais “o que é normal”.
Talvez a pergunta seja:
quem está se fortalecendo junto?
quem está respeitando a caminhada do outro?
e quem ainda está preso a uma lógica que nunca foi nossa?
Porque no fim…
o que nos mantém vivos não é a ideia de pureza.
É a capacidade de continuar sendo —
mesmo em transformação.

Podrêras

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Podrêras

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Podrêras

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Podrêras

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Podrêras

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No Brasil colonial, os jesuítas interpretavam os costumes dos povos indígenas a partir da sua própria visão europeia. Quando viam cantos, danças e rituais após uma boa colheita, acreditavam que os indígenas estavam rezando para um “deus”, como no modelo cristão. Mas, na verdade, esses gestos eram formas de agradecer à terra, à natureza e aos ciclos da vida — não uma religião no sentido europeu, e sim uma relação espiritual com o território.

Ao mesmo tempo, os europeus impunham sua lógica de posse. Criavam casamentos entre famílias ricas para legitimar a propriedade das terras, ignorando completamente os povos indígenas que já viviam ali. A terra passava a ter “donos” no papel, apagando a existência de quem sempre pertenceu àquele lugar.

Dentro desse processo de dominação, surgiam também práticas violentas. O chamado “valão” uma grande vala — era usado para abater o gado: os animais eram conduzidos e golpeados para cair já mortos do outro lado. Esse mesmo espaço, marcado pela morte, também se tornava símbolo da violência contra os povos indígenas, muitos dos quais foram levados, forçados ou perderam suas vidas nesse contexto.

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No Brasil colonial, os jesuítas interpretavam os costumes dos povos indígenas a partir da sua própria visão europeia. Quando viam cantos, danças e rituais após uma boa colheita, acreditavam que os indígenas estavam rezando para um “deus”, como no modelo cristão. Mas, na verdade, esses gestos eram formas de agradecer à terra, à natureza e aos ciclos da vida — não uma religião no sentido europeu, e sim uma relação espiritual com o território.

Ao mesmo tempo, os europeus impunham sua lógica de posse. Criavam casamentos entre famílias ricas para legitimar a propriedade das terras, ignorando completamente os povos indígenas que já viviam ali. A terra passava a ter “donos” no papel, apagando a existência de quem sempre pertenceu àquele lugar.

Dentro desse processo de dominação, surgiam também práticas violentas. O chamado “valão” uma grande vala — era usado para abater o gado: os animais eram conduzidos e golpeados para cair já mortos do outro lado. Esse mesmo espaço, marcado pela morte, também se tornava símbolo da violência contra os povos indígenas, muitos dos quais foram levados, forçados ou perderam suas vidas nesse contexto.

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No Brasil colonial, os jesuítas interpretavam os costumes dos povos indígenas a partir da sua própria visão europeia. Quando viam cantos, danças e rituais após uma boa colheita, acreditavam que os indígenas estavam rezando para um “deus”, como no modelo cristão. Mas, na verdade, esses gestos eram formas de agradecer à terra, à natureza e aos ciclos da vida — não uma religião no sentido europeu, e sim uma relação espiritual com o território.

Ao mesmo tempo, os europeus impunham sua lógica de posse. Criavam casamentos entre famílias ricas para legitimar a propriedade das terras, ignorando completamente os povos indígenas que já viviam ali. A terra passava a ter “donos” no papel, apagando a existência de quem sempre pertenceu àquele lugar.

Dentro desse processo de dominação, surgiam também práticas violentas. O chamado “valão” uma grande vala — era usado para abater o gado: os animais eram conduzidos e golpeados para cair já mortos do outro lado. Esse mesmo espaço, marcado pela morte, também se tornava símbolo da violência contra os povos indígenas, muitos dos quais foram levados, forçados ou perderam suas vidas nesse contexto.

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