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Nessa história toda sobre se quem tem se posicionado mais nas lutas é "autodeclarado" ou não, me lembrei do final do poema "A Balada de Mulan":

“Quando as orelhas de um coelho estão suspensas no ar, as patas dianteiras do coelho macho frequentemente se movem, enquanto que os olhos do coelho fêmea estão frequentemente semicerrados, por isso é fácil de diferenciá-los. Contudo, quando dois coelhos, macho e fêmea, correm um do lado do outro, como saber qual deles é macho e qual é fêmea?”

Tu vai parar, no meio do corre pelas nossas vidas e nossas terras, pra discutir esse tipo de coisa? Na moral, gente... Isso é mesquinharia cosmética, individualismo. Pertencimento étnico e legitimidade se resolve e se encontra na luta, no compromisso. Parem de ecoar esse tipo de discussão que não traz solução concreta nenhuma pros sérios problemas de falta de amparo material e organizacional, desterro, marginalização e solidão do indígena *em todos os contextos*.

Vai pro corre e deixa quem não alimenta o fogo ficar no escuro.

Virada cultural nativa

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Jun 01

Virada cultural nativa

 06/01/26      06/30/26

Feliz aniversário meu irmão

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Equilíbrio de um Povo que hoje vive urbanoo
No tempo do equilíbrio, quando o dia e a noite caminham juntos e as águas seguem seu fluxo sagrado, o povo Aruãn's se renova.
É o tempo do nascimento. Muitas crianças chegam, trazendo consigo a força dos ancestrais, o sopro da vida e a continuidade do nosso povo. Cada novo ser é mais que um nascimento é um compromisso com o futuro, com a terra e com a memória.
Ciclos em que os nascimentos são guiados com intenção. Formar homens fortes e mulheres guerreiras, crianças que já chegam marcadas pelo chamado da liderança, da proteção e da luta.
Mas toda criança, em qualquer tempo, nasce com um propósito. Cada uma carrega um dom dentro do grande equilíbrio da vida — seja na força, no cuidado, no alimento ou na sabedoria.
Ao mesmo tempo, é tempo de passagem. Muitos anciões e lideranças cumprem seu caminho espiritual, atravessam para o outro plano e deixam seus ensinamentos como raiz firme dentro de nós.
Ritual de equilibrou dos animais e espíritos o Yuxinã-kari okanã caminho do espírito em decisão própria.
Assim, o povo Aruãn's se equilibra: enquanto uns chegam, outros se transformam. E nesse equilíbrio sagrado, a morte não representa partida nem volta — é continuidade. Nossos anciões passam a viver como encantados, presentes na floresta, nas águas e nos ventos. Alguns seguem novos caminhos, assumindo outras formas de vida, como animais, iniciando uma nova jornada dentro do grande ciclo da existência.
Enquanto a vida brota, o espírito se expande.
Esse movimento sagrado abre espaço para novas lideranças. Jovens se levantam, guiados pela sabedoria dos que vieram antes, fortalecendo a luta, a cultura e a existência do nosso povo.
Somos ciclo. Somos continuidade. Somos água que nunca para de correr.
Hoje, honramos quem chegou, reverenciamos quem se encantou e fortalecemos quem permanece.
O povo Aruãn's vive. Mesmo que estajam na floresta de pedra.

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