@Angabaiara_potyguara
Bate-papo dentro do maior centro urbano do Brasil, no bairro do Bixiga: como estão os indígenas em busca de espaço?
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"Quando o acesso à internet via satélite chegou, em 2021, ao Território Indígena Tenondé Porã — que compreende sete aldeias guarani ao sul de São Paulo —, surgiram efeitos colaterais inesperados. Os membros mais jovens começaram a se afastar das atividades comunitárias. Eles deixaram de frequentar a *casa de reza* ou de participar dos *mutirões* (trabalhos coletivos). Em vez disso, passavam as noites no celular assistindo a vídeos no TikTok, jogando *Free Fire* de forma compulsiva ou consumindo pornografia. Embora a internet tenha facilitado a organização política do Comitê Interaldeias — que reúne vinte e três aldeias em cinco reservas indígenas no sul de São Paulo —, ela acabou gerando mais problemas do que soluções.
✒️ Bernardo Gutiérrez
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O etnias.site, a primeira rede social criada por povos originários no Brasil, está enfrentando um desafio para disponibilizar seu aplicativo na Play Store.
Nossa empresa é brasileira, possui CNPJ e está regularmente constituída. Ainda assim, fomos informados de que, por sermos uma plataforma indígena, precisaríamos apresentar documentos de uma ONG ou de uma entidade responsável por aldeias.
Os povos indígenas têm o direito de empreender, inovar e criar tecnologia. Não dependemos de uma ONG para existir ou desenvolver nossas próprias soluções.
Diante dessa situação, nossa equipe jurídica foi acionada para buscar o devido reconhecimento dos nossos direitos e garantir que o etnias.site seja tratado com igualdade, respeito e sem barreiras discriminatórias.
Seguiremos firmes na defesa da tecnologia indígena, da autonomia dos povos originários e do direito de ocuparmos também os espaços digitais.
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