Carnaúba
Espírito da vida e morte

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Jenipapo
A felicidade de ganhar jenipapo 😁

https://www.historytracers.org..../index.html?page=cla
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Sempre vivemos neste planeta Terra que conhecemos hoje?

A pergunta pode parecer estranha, mas, ao olharmos para textos e mapas antigos, podemos observar que, quanto mais voltamos no tempo, menos pessoas tinham conhecimento de outras partes do mundo.

Para auxiliar as pessoas a entenderem como nosso conhecimento do mundo cresceu com o tempo, e por que não podemos ler textos antigos pensando que falavam de nós hoje, colocamos lado a lado descrições da Babilônia, de Roma, de Copán e da China.

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Sou indígena Puri, nascido na Inhã Uchô (Serra da Mantiqueira), voltei pro site depois de um tempão devido a um sonho muito forte com um ancestral, e a necessidade de reconexão que meu corpo clama.

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PAUTA
*Cosmopercepção Nativa "

Data: 28 de setembro
Horário: 20h
Tempo: 40 minutos a 1 hora de apresentação
Local: Online
Público-alvo: Estudantes da graduação de Biologia, outros estudantes da UFTM - Universidade Federal do Triângulo Mineiro e coletivos externos
https://meet.google.com/ses-nyuk-gqi

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O fim das bets no Brasil: o que isso significa para os povos indígenas?

Por Etnias.site — Tecnologia, povos indígenas e soberania digital

Em 25 de setembro de 2026, o governo federal publicou a Medida Provisória nº 1.394, que determina a proibição da exploração, oferta, intermediação e publicidade das apostas de quota fixa — as chamadas bets — no Brasil. A medida alcança apostas esportivas e jogos online.

A mudança abre uma discussão que também precisa chegar aos povos indígenas: quanto dinheiro das famílias estava sendo direcionado para plataformas de apostas e quanto poderia permanecer circulando dentro das próprias comunidades?

O tamanho do dinheiro movimentado

Dados do Comitê Nacional de Secretários de Fazenda, divulgados pela Agência Brasil, apontam que as bets movimentaram aproximadamente R$ 351 bilhões em transações via Pix, enquanto as famílias brasileiras tiveram uma perda líquida estimada em R$ 62,5 bilhões no período analisado. Essa perda correspondeu a aproximadamente 0,68% da Renda Nacional Disponível Bruta das famílias.

Esses números mostram que não estamos falando apenas de entretenimento. Existe uma grande transferência de recursos das famílias para um setor econômico que cresceu rapidamente no ambiente digital.

E os povos indígenas?

O Censo 2022 registrou 1.694.836 pessoas indígenas no Brasil, correspondendo a 0,83% da população. Desse total, 914.746 viviam em áreas urbanas, enquanto 780.090 estavam em áreas rurais.

Esse dado é importante porque a discussão sobre bets não deve ser limitada às aldeias ou Terras Indígenas.

A presença indígena também está nas cidades, nas universidades, no mercado de trabalho e nas redes digitais. O próprio IBGE registrou que mais da metade da população indígena brasileira vivia em contexto urbano em 2022.

Portanto, qualquer política relacionada ao ambiente digital e ao dinheiro das famílias também precisa considerar os povos indígenas que vivem tanto nos territórios quanto nas cidades.

O problema que ainda não foi medido

Existe uma lacuna importante:

Quanto os povos indígenas brasileiros perderam especificamente para as bets?

Até o momento, não encontrei uma pesquisa nacional pública que apresente esse número de maneira específica e confiável.

Isso não significa que o problema não exista. Significa que precisamos produzir dados próprios.

É justamente aí que pesquisadores indígenas, organizações indígenas e plataformas criadas por indígenas podem contribuir: investigar como as apostas chegam aos territórios, quais grupos são mais expostos, como a publicidade digital alcança a juventude e quais impactos econômicos aparecem nas famílias.

O próprio Ibict identificou estratégias digitais de marketing, desinformação e direcionamento de conteúdos relacionados às apostas para públicos vulneráveis. O estudo registrou mais de meio bilhão de visualizações, desde 2016, em publicações relacionadas a apostas ilegais analisadas em plataformas digitais abertas.

Juventude e soberania digital

Para os povos indígenas, essa discussão também é uma discussão sobre soberania digital.

O celular pode ser utilizado para fortalecer uma língua, divulgar uma cultura, vender produtos de uma comunidade e conectar parentes.

Mas o mesmo ambiente digital pode ser utilizado por grandes plataformas para transformar atenção, dados e dinheiro das pessoas em receita.

As bets são um exemplo extremo desse modelo: a plataforma cria mecanismos digitais para atrair o usuário, estimular novas apostas e manter sua permanência no sistema.

Por isso, combater os efeitos nocivos das apostas não deve significar apenas retirar uma plataforma.

Também precisamos perguntar:

Que alternativas econômicas digitais estamos construindo para nossos povos?

Deixar o dinheiro circular entre os próprios povos

Uma possibilidade é fortalecer a economia indígena digital.

Em vez de o dinheiro sair das comunidades para grandes plataformas de apostas, podemos estimular que ele circule entre produtores, artistas, artesãos, empreendedores, comunicadores, desenvolvedores e organizações indígenas.

É a lógica do:

PARENTE COMPRA DE PARENTE

Comprar de um parente.
Contratar um parente.
Divulgar o trabalho de um parente.
Investir na tecnologia de um parente.
Fortalecer negócios indígenas.

O desafio não termina com o fim das bets.

O verdadeiro desafio é construir alternativas.

O que precisamos pesquisar

O debate indígena sobre apostas precisa produzir suas próprias métricas:

- Quantos indígenas utilizavam plataformas de apostas?
- Qual faixa etária é mais atingida?
- Quanto dinheiro era destinado às bets?
- Existe diferença entre indígenas urbanos e residentes em territórios?
- Como a publicidade chega aos jovens indígenas?
- Quais impactos aparecem no orçamento familiar?
- Quanto desse dinheiro poderia permanecer na economia indígena?
- Quais alternativas digitais podem substituir a lógica de consumo das bets?

Sem esses dados, corremos o risco de falar sobre os povos indígenas sem ouvir e medir o que acontece entre os próprios povos.

O fim das bets pode ser analisado como uma mudança regulatória nacional. Mas, para os povos indígenas, ele também pode provocar uma reflexão maior:

se o dinheiro deixa de ir para as plataformas, precisamos criar caminhos para que ele fortaleça nossas comunidades, nossa economia e nossa soberania digital.

Fontes e dados

- Ministério da Justiça e Segurança Pública — Medida Provisória que proíbe as bets.
- Ministério da Saúde — informações sobre a MP e apostas online.
- Agência Brasil — dados do Comsefaz sobre R$ 62,5 bilhões em perdas e R$ 351 bilhões movimentados via Pix.
- IBGE — Censo Demográfico 2022 e população indígena.
- Ibict — estudo sobre práticas digitais e impactos das plataformas de apostas.
- Ministério da Fazenda — regras de impedimento para beneficiários do Bolsa Família e BPC.

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O fim das bets no Brasil: o que isso significa para os povos indígenas?

Por Etnias.site — Tecnologia, povos indígenas e soberania digital

Em 25 de setembro de 2026, o governo federal publicou a Medida Provisória nº 1.394, que determina a proibição da exploração, oferta, intermediação e publicidade das apostas de quota fixa — as chamadas bets — no Brasil. A medida alcança apostas esportivas e jogos online.

A mudança abre uma discussão que também precisa chegar aos povos indígenas: quanto dinheiro das famílias estava sendo direcionado para plataformas de apostas e quanto poderia permanecer circulando dentro das próprias comunidades?

O tamanho do dinheiro movimentado

Dados do Comitê Nacional de Secretários de Fazenda, divulgados pela Agência Brasil, apontam que as bets movimentaram aproximadamente R$ 351 bilhões em transações via Pix, enquanto as famílias brasileiras tiveram uma perda líquida estimada em R$ 62,5 bilhões no período analisado. Essa perda correspondeu a aproximadamente 0,68% da Renda Nacional Disponível Bruta das famílias.

Esses números mostram que não estamos falando apenas de entretenimento. Existe uma grande transferência de recursos das famílias para um setor econômico que cresceu rapidamente no ambiente digital.

E os povos indígenas?

O Censo 2022 registrou 1.694.836 pessoas indígenas no Brasil, correspondendo a 0,83% da população. Desse total, 914.746 viviam em áreas urbanas, enquanto 780.090 estavam em áreas rurais.

Esse dado é importante porque a discussão sobre bets não deve ser limitada às aldeias ou Terras Indígenas.

A presença indígena também está nas cidades, nas universidades, no mercado de trabalho e nas redes digitais. O próprio IBGE registrou que mais da metade da população indígena brasileira vivia em contexto urbano em 2022.

Portanto, qualquer política relacionada ao ambiente digital e ao dinheiro das famílias também precisa considerar os povos indígenas que vivem tanto nos territórios quanto nas cidades.

O problema que ainda não foi medido

Existe uma lacuna importante:

Quanto os povos indígenas brasileiros perderam especificamente para as bets?

Até o momento, não encontrei uma pesquisa nacional pública que apresente esse número de maneira específica e confiável.

Isso não significa que o problema não exista. Significa que precisamos produzir dados próprios.

É justamente aí que pesquisadores indígenas, organizações indígenas e plataformas criadas por indígenas podem contribuir: investigar como as apostas chegam aos territórios, quais grupos são mais expostos, como a publicidade digital alcança a juventude e quais impactos econômicos aparecem nas famílias.

O próprio Ibict identificou estratégias digitais de marketing, desinformação e direcionamento de conteúdos relacionados às apostas para públicos vulneráveis. O estudo registrou mais de meio bilhão de visualizações, desde 2016, em publicações relacionadas a apostas ilegais analisadas em plataformas digitais abertas.

Juventude e soberania digital

Para os povos indígenas, essa discussão também é uma discussão sobre soberania digital.

O celular pode ser utilizado para fortalecer uma língua, divulgar uma cultura, vender produtos de uma comunidade e conectar parentes.

Mas o mesmo ambiente digital pode ser utilizado por grandes plataformas para transformar atenção, dados e dinheiro das pessoas em receita.

As bets são um exemplo extremo desse modelo: a plataforma cria mecanismos digitais para atrair o usuário, estimular novas apostas e manter sua permanência no sistema.

Por isso, combater os efeitos nocivos das apostas não deve significar apenas retirar uma plataforma.

Também precisamos perguntar:

Que alternativas econômicas digitais estamos construindo para nossos povos?

Deixar o dinheiro circular entre os próprios povos

Uma possibilidade é fortalecer a economia indígena digital.

Em vez de o dinheiro sair das comunidades para grandes plataformas de apostas, podemos estimular que ele circule entre produtores, artistas, artesãos, empreendedores, comunicadores, desenvolvedores e organizações indígenas.

É a lógica do:

PARENTE COMPRA DE PARENTE

Comprar de um parente.
Contratar um parente.
Divulgar o trabalho de um parente.
Investir na tecnologia de um parente.
Fortalecer negócios indígenas.

O desafio não termina com o fim das bets.

O verdadeiro desafio é construir alternativas.

O que precisamos pesquisar

O debate indígena sobre apostas precisa produzir suas próprias métricas:

- Quantos indígenas utilizavam plataformas de apostas?
- Qual faixa etária é mais atingida?
- Quanto dinheiro era destinado às bets?
- Existe diferença entre indígenas urbanos e residentes em territórios?
- Como a publicidade chega aos jovens indígenas?
- Quais impactos aparecem no orçamento familiar?
- Quanto desse dinheiro poderia permanecer na economia indígena?
- Quais alternativas digitais podem substituir a lógica de consumo das bets?

Sem esses dados, corremos o risco de falar sobre os povos indígenas sem ouvir e medir o que acontece entre os próprios povos.

O fim das bets pode ser analisado como uma mudança regulatória nacional. Mas, para os povos indígenas, ele também pode provocar uma reflexão maior:

se o dinheiro deixa de ir para as plataformas, precisamos criar caminhos para que ele fortaleça nossas comunidades, nossa economia e nossa soberania digital.

Fontes e dados

- Ministério da Justiça e Segurança Pública — Medida Provisória que proíbe as bets.
- Ministério da Saúde — informações sobre a MP e apostas online.
- Agência Brasil — dados do Comsefaz sobre R$ 62,5 bilhões em perdas e R$ 351 bilhões movimentados via Pix.
- IBGE — Censo Demográfico 2022 e população indígena.
- Ibict — estudo sobre práticas digitais e impactos das plataformas de apostas.
- Ministério da Fazenda — regras de impedimento para beneficiários do Bolsa Família e BPC.

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