É preciso uma Aldeia inteira para Educar uma Criança (Provérbio Africano)
Cada vez que vou a uma vivência em alguma aldeia eu choro, o contexto é praticamente o mesmo: perceber um outro modo de enxergar a criança. Um modo diferente do ocidental. Num geral tenho visto os povos originários enxergar as crianças como sujeito pleno, digno de amor, respeito e direitos como deveria ser em qualquer lugar. Não é.
Hoje o Daniel Munduruku falou sobre isso, não com essas palavras exatamente, mas expressou a necessidade de nós adultos aprendermos a ter um novo olhar para a criança e para que sejamos água limpa para que elas possam mergulhar e ser plenamente criança, e plenamente adolescente, para chegar plenamente a idade adulta . Pois quando não vivemos plenamente a infância, chegamos a idade adulta com a carência da infância não vivida. E eu chorei. Chorei porque há 4 anos eu busco nas vivências uma cura , a cura de uma dor insuportável, um vazios que não se preenche , do luto do filho perdido e hoje Daniel nomeou a dor que eu sinto que além de todas essas, é a dor da infância que não foi vivida e o vazio que reflete em todo contexto da vida. Só agradeço.