Parente, jovem e cadeirante de Pesqueira (PE), pertencente à nação Xukuru do Ororubá, prova que liderança e compromisso coletivo não têm idade para começar. Conselheira jovem do Unicef e integrante da rede Reimaginando Futuros, ela atua para fortalecer a voz de adolescentes na construção de mudanças reais.
Ela coordena projetos de inclusão na comunidade do Ibura, um local muitas vezes estigmatizado pela violência. Um dos seus maiores legados é o Cineclube Ibura, criado no segundo semestre de 2023, projeto que exibe filmes que abordam temas como direitos humanos, mudanças climáticas, combate ao preconceito e cultura da favela.
De acordo com Alice, o Cineclube é um lugar de reflexão e valorização das diversidades: “É muito importante trazer os saberes dos nossos ancestrais para a área urbana. Precisamos quebrar o preconceito que existe na cidade. Eu tenho levado a cultura indígena para a periferia e mostrado o quanto é importante respeitar e entender”, afirma.
Suas iniciativas se expandem com o coletivo Arte na Favela, que já reúne cerca de 200 jovens e impulsiona talentos periféricos, por exemplo, MCs, rappers, poetas e artistas que, graças ao projeto, encontram espaço para mostrarem seus talentos.
“Eu quero mostrar para eles que podem, sim”, diz Alice, que mora sozinha, se locomove autonomamente e sonha em se especializar em Terapia Ocupacional. E ainda recentemente, entrará no Reality Show Rancho do Maia, que acontece exclusivamente nas redes sociais.
POR: Icy Porã Katú-awá Coroado