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Uma coisa que me deixa indignada é a síndrome de vira lata do povo brasileiro, no fim da pandemia eu comecei aulas de canto pra uma apresentação que eu iria fazer e eu fui de máscara, quando eu tirei o professor disse que eu era muito diferente porque ele de ver meus olhos estava feliz porque ia ter uma aluna asiática e eu disse que não era e sim que eu sou descendente indígena e ele ficou decepcionado por eu não ser asiática. E outra coisa que se vê muito na internet é pessoas que apagam sua própria origem pra se identificarem como "Japinha" sem ter sequer um parente asiático mas sim familiares indígenas.
Muitos parentes em retomada sentem que pertencem a uma etnia específica, mas esquecem que inúmeros povos foram apagados pelo massacre e pela colonização.
Reconhecer-se como indígena e apoiar a causa já é, por si só, um gesto de grande resistência e fortalecimento.
Mas é importante lembrar: dizer-se parte de uma etnia vai além do nome. Pertencer a um povo envolve vivência, território, ancestralidade e coletividade. Não é apenas identidade individual, é experiência compartilhada