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Bom dia! Sou a Corinna da Alemanha (não-indígena). Crio cursos online na Alemanha com palestrantes indígenas sobre temas como mudanças climáticas, saúde planetária etc. Faço isso porque sou profundamente convencida de que o mundo precisa dos povos originários.
Juntei-me a esta rede com grande esperança de poder aprender mais sobre as culturas indígenas e criar conexões para projetos futuros em colaboração.
Espero que minha presença como não-indígena seja bem-vinda aqui. Caso contrário, peço gentilmente que me informem para que eu possa remover meu perfil imediatamente.
Um abraço à todos!
Queria saber a opinião de vocês:
Sou descendente do povo krenak. Meu bisavô, Manuel, era krenak e fugiu dos militares durante a ditadura de Getúlio Vargas. Ele foi abrigado na casa da minha bisavó não-indígena, casou com ela e acabou perdendo contato com o povo. Ele se dizia aimoré (que era o termo que os kraí usavam pra se referirem aos krenak), e essa identidade dele foi passada adiante pelas gerações (minha vó, minha mãe e eu). Desde criança sempre tive muito apreço e respeito pela minha origem e penso que os krenak são minha família distante, mesmo que eu não seja indígena.
Há alguns anos venho tendo sonhos em que eu estava em uma aldeia krenak, aprendendo e conversando com as pessoas da aldeia. Achei que seria uma mensagem dos espíritos e encantados. Comentei recentemente sobre isso com uma amiga, cacique Ara Poty do povo guarani mbyá, e ela recomendou que eu fosse falar com o povo krenak. Não faço ideia de como faria isso, ou o que diria. Não seria mal educado chegar na aldeia sem ser convidado?
Boa noite! Sou Marine, cabocla com ancestralidade krenak. Não sou tão nova aqui. Criei conta nesta rede há alguns meses, acabei saindo e cá estou eu novamente, muito feliz com a vitória indígena pela preservação do rio Tapajós. Que venham muitas outras vitórias pela frente!