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Primeira parte Tomé-Açu (PA), nossa luta foi além da defesa do território. Quando uma empresa privada avançou sobre terras indígenas em meio ao conflito do dendê, entendemos que a resistência também precisava acontecer no mundo digital.

Kai Hu Arlan Turiwara e Karuãn usaram drones, internet e a rede social Etnias para registrar os acontecimentos, conectar pessoas, mobilizar apoio e dar visibilidade ao que estava acontecendo em tempo real. A tecnologia deixou de ser apenas uma ferramenta de comunicação e tornou-se um instrumento de proteção, denúncia e resistência.

Essa história mostra que inovação também pode nascer da ancestralidade. Quando os povos indígenas controlam suas próprias tecnologias e narram sua própria realidade, fortalecem a defesa de seus territórios, de suas culturas e de suas vidas.