seja pela perseguição y violência física ou através da estratégica sedução cognitiva de nossos sentidos y sentires – nos retirando de nossas subjetividades não-autocentradas em prol de um estado de apartamento, sensorialmente adormecidos y recompensados através de diferentes vícios y estímulos – produziram sobre nossas vidas inúmeros sintomas y doenças psicoespirituais dos mais diferentes níveis, criando dissociações em favorecimento do avanço do roubo de pertencimento comunitário à terra y da construção de um legado amplo por um Bem-Viver que beneficia a continuidade da vida como um todo.
dentro desta mentalidade, se atualiza constantemente a perseguição, o silenciamento y o extermínio material y simbólico dos corpos que manifestam o estado lascivo, desobediente y vadio y aos sentidos que rejeitam a escravização y a supremacia imperialista intelectual, “espiritual”, ética y estética.
não à toa, é nessa mesma cultura que mulheres são punidas ao exalarem o erótico; impedidas de criar, prosperar y descansar pelas múltiplas jornadas de trabalho não- ou mal remuneradas; sofrem com a violência obstétrica como castigo pelo prazer y por gerar vida dentro de um projeto necropolítico; sendo alvos de múltiplas formas de violência, tal como os biomas y seus guardiões visíveis y invisíveis são tratados há cinco séculos neste extenso território invadido.
corpos encantados, mandingas y contracolonialidade
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