Nessa história toda sobre se quem tem se posicionado mais nas lutas é "autodeclarado" ou não, me lembrei do final do poema "A Balada de Mulan":
“Quando as orelhas de um coelho estão suspensas no ar, as patas dianteiras do coelho macho frequentemente se movem, enquanto que os olhos do coelho fêmea estão frequentemente semicerrados, por isso é fácil de diferenciá-los. Contudo, quando dois coelhos, macho e fêmea, correm um do lado do outro, como saber qual deles é macho e qual é fêmea?”
Tu vai parar, no meio do corre pelas nossas vidas e nossas terras, pra discutir esse tipo de coisa? Na moral, gente... Isso é mesquinharia cosmética, individualismo. Pertencimento étnico e legitimidade se resolve e se encontra na luta, no compromisso. Parem de ecoar esse tipo de discussão que não traz solução concreta nenhuma pros sérios problemas de falta de amparo material e organizacional, desterro, marginalização e solidão do indígena *em todos os contextos*.
Vai pro corre e deixa quem não alimenta o fogo ficar no escuro.
Paulo Cesar Payaya
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Karuan Tataenday
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