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Diálogos nascem de encontros. Encontro de quem fala, quem escuta e o propósito genuíno de entendimento da mensagem. Em tempos de polarização extrema, o alinhamento sensível e versátil dessas partes é fundamental para gerar conexão, diálogo saudável, entendimento e melhores decisões.

Percebe-se tantos conflitos entre parentes por causa de conceitos e definições colonizadas, que às vezes ficam soterrados os objetivos e as metas de todos os povos. Discutimos quem é mais indígena, como indígenas devem se parecer, onde devem morar, as palavras que devem usar, e nisso, os conflitos já nascem.

Quando isso acontece, perde-se a harmonia necessária para dialogar sobre o que realmente importa, por exemplo, a conquista de direitos, o fim do marco temporal, a demarcação de terras e tantos outros assuntos fundamentais.

Enfim, o entendimento e o foco levam à vitória. Diálogos não apagam diferenças, nem convencem pessoas, mas direciona a energia para o que importa, ou seja, direitos, território e futuro.

POR: Icy Porã Katú-awá Coroado

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