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Pudemos observar um evidente retrocesso, e por quê não dizer um ecossídeo institucionalizado, através da derrubada de cinquenta e seis vetos à PL da Devastação pelo Congresso. Considerando que nossa existência está ligada aos territórios e aos biomas diversos de nossa Pindó Mar’anhãn, a flexibilização do licenciamento ambiental equivale a uma licença verde para destruir nossas riquezas naturais, e transforma nossas comunidades em campos de batalha silenciosas, onde o lucro da mineração e do agronegócio avança sobre nossos rios, nossas árvores e nossos corpos.

O governo federal, por meio da Ministra de Relações Institucionais, considera que a decisão “contradiz os esforços” ambientais do país, especialmente porque ocorreu logo após a COP30. E isso comunica a distância entre o discurso internacional e a prática doméstica. Enquanto se fala em transição ecológica, justiça climática e proteção dos biomas, segue-se aprovando medidas que alimentam a lógica da exploração ilimitada. E nós sentimos primeiro, e sentimos mais.

Então, se a lei falha em proteger, cabe a nós, parentes, nos erguer, corpos e vozes, contra toda essa destruição.

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