A Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) anunciou a abertura do Vestibular Indígena 2026, reafirmando seu compromisso com a diversidade, o conhecimento plural e a reparação histórica para conosco. As inscrições são gratuitas e ocorrem de três até 28 de novembro de 2025.
O processo é exclusivo para nós, indígenas de Pindó Mar’anhãn, e exige que o participante tenha concluído o Ensino Médio integralmente em escola pública, em escolas indígenas reconhecidas, ou possua certificação pelo ENEM ou, ainda, pelo Encceja. O parente que pretender se candidatar, deve comprovar sua origem pelo documento oficial, o RANI, ou por declaração assinada por duas lideranças indígenas, garantindo o vínculo comunitário e o reconhecimento legítimo por uma nação. Ao todo, serão cento e noventa e cinco vagas distribuídas entre a Unicamp e a UFSCar, em cursos que vão de Medicina e Engenharia a Artes, Comunicação, Pedagogia e Ciências Sociais, com o ingresso obrigatório no Programa Formativo Intercultural (ProFIIVI), uma etapa preparatória que acolhe o estudante indígena e integra seus saberes ao universo acadêmico.
As provas serão realizadas no dia 11 de janeiro de 2026 e serão classificados os candidatos que alcançarem mínimo de quinze acertos nas provas objetivas e nota igual ou superior a sete e meio na Redação. A primeira chamada será divulgada em 2 de fevereiro, e as aulas têm início no primeiro semestre de 2026.
Com essa iniciativa, a Unicamp, promoverá o protagonismo e a ressignificação da participação social indígena. Cada parente formado será a materialização da luta ancestral por voz e vez, e, além disso, a continuidade de uma história que resiste, sonha e se reinventa dentro da academia. O Vestibular Indígena 2026 pode ser considerado uma oportunidade de presença, de trabalho e de valorização de nossos povos que sempre foram guardiões da terra e de sabedoria singular.
POR: Icy Porã Katú-awá Coroado