Intolerância Religiosa <br>Racismo Afro e Indigena <br>Morro do Osso Porto Alegre
Venho aqui publicar meu relato sobre uma situação de intolerância religiosa e racial afro e indigena que vivenciamos dia 22/11 de nosso grupo da Jurema no parque Estadual Morro do Osso em Porto Alegre RS
Jurema Sagrada
Ontem vivenciamos um episódio inaceitável durante o encontro realizado no Morro do Osso, quando um supervisor que se apresentava como “capataz” dirigiu palavras de intolerância religiosa, preconceito racial e desrespeito as Religiões de Matriz Africana e aos povo indígenas.
O ataque não foi apenas contra um integrante do nosso grupo. Foi contra todos nós. Contra nossa ancestralidade. Contra o caminho que seguimos com seriedade, fé e compromisso.
A Casa de Rezo da Jurema é um espaço que honra a força afro-indígena, a ciência dos Mestres e Mestras da Jurema, e o respeito profundo à natureza e à ancestralidade. Nosso culto é sagrado, nossa caminhada é digna e nossa presença nos espaços públicos é legítima.
Por isso, entendemos que o ocorrido precisa, sim, ser relatado e trazido à luz — não por vaidade, mas por responsabilidade espiritual, ancestral e coletiva. O encontro foi realizado em nome da Casa de Rezo da Jurema; portanto, qualquer violência direcionada a um de nós atinge a todos.
Nos posicionamos com firmeza contra qualquer forma de intolerância religiosa, racismo ou ataque à memória dos povos originários. Seguiremos caminhando com a força dos Encantos, da Mata, dos Mestres e das Mestras, afirmando nossa existência, nossa sabedoria e nosso direito de praticar nossa fé com dignidade e respeito.
Que este relato sirva como registro, como denúncia e, sobretudo, como reafirmação do nosso compromisso com a Jurema Sagrada: caminho de nobreza, conhecimento e verdade ancestral.
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