Denúncia e Visibilidade
Há 8 anos, o povo Turiwara, na região de Tomé-Açu (Pará), luta para acessar o direito às cotas indígenas na UFPA.
O que deveria ser uma porta de inclusão virou barreira: a universidade insiste em negar esse direito sob o argumento de que “o povo não existe”.
Essa prática é invisibilização institucional.
A Constituição de 1988 reconhece os povos indígenas e garante seus direitos, baseados na autoidentificação e no reconhecimento comunitário, reforçados pela Convenção 169 da OIT.
Negar a existência do povo Turiwara é negar a história, a memória e a resistência que atravessam séculos.
O povo Turiwara não só existe, como está em processo de retomada, reafirmando sua identidade, sua ancestralidade e o direito de seus jovens de acessar o ensino superior. A negação da UFPA não é um caso isolado: ela reflete um padrão de exclusão que tenta determinar, de fora, quem é ou não indígena.
Exigimos que a UFPA respeite a Constituição e o direito dos povos de se autodeclarar e se organizar. O direito à educação diferenciada e inclusiva não pode ser bloqueado por racismo institucional ou pela negação da existência de um povo.
O povo Turiwara resiste.
Eles existem. Eles lutam.
E não será a caneta de uma instituição que apaga